30 de outubro de 2008




"Tento me concentrar numa daquelas sensações antigas como alegria ou fé ou esperança. Mas só fico aqui parado, sem sentir nada, sem pedir nada, sem querer nada."

C. F. A

Caio e me levanto. Fico confusa e sinto dores. Não denomino o que sinto, e logo, quando aliviada, consigo colocar novos tijolinhos nos pequenos projetos de vida (ainda em rascunho). E confesso que ando achando tudo um pouco tarde...

19 de outubro de 2008

Caio diz: "Eu confesso que amar não cansa". ●๋• ●๋• ●๋•


E eu digo que o que cansa é amar sozinha.

8 de outubro de 2008

O luto nosso de cada dia.

"Que coisas são essas que me dizes sem dizer, escondidas atrás do que realmente quer dizer?
Tenho me confundido na tentativa de te decifrar, todos os dias. Mas confuso, perdido, sozinho, minha única certeza é que de cada vez aumenta ainda mais minha necessidade de ti. Torna-se desesperada, urgente. Eu já não sei o que faço. Não sinto nenhuma outra alegria além de ti.
Como pude cair assim nesse fundo poço? Quando foi que me desequilibrei? Não quero me afogar: Quero beber tua água. Não te negues, minha sede é clara."

Novas etapas.

19 de setembro de 2008

Depois de Setembro



"Para prevenir surpresas, tenho deixado sempre abertas todas as janelas e todas as portas."


Tá tudo bem,
as coisas são por si só
ca-pi-ta-lis-tas!
Ai ai..
E um longo suspiro de não-sei-lá-o-quê!

"Hoje eu me sinto como se agora fosse também ontem, amanhã e depois de amanhã, como se a primavera não sucedesse ao inverno, como se não devesse nunca ter ousado quebrar a casca do ovo, como se fosse necessário acender todas as velas e todo o incenso que há pela casa para afastar o frio, o medo e a vontade de voltar"

Ao Caio peço emprestadas as palavras que mais uma vez não consigo elaborar.

Trechos

Parte I

"Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas... Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo."

Parte II
"Me explica, que às vezes tenho medo. Deixo de ter, como agora, quando o vento cessa e o sol volta a bater nos verdes. Mesmo sem compreender, quero continuar aqui onde está constantemente amanhecendo."

Parte III
"As pessoas suportam tudo, as pessoas às vezes procuram exatamente o que será capaz de doer ainda mais fundo, o verso justo, a música perfeita, o filme exato, punhaladas revirando um talho quase fechado, cada palavra, cada acorde, cada cena, até a dor esgotar-se autofágica, consumida em si mesma, transformada em outra coisa que não saberia dizer qual era."


Fim!
Caio Fernando

Alguns dias assim...

Coração gelado
(Com gelado).
[...]



Roteiro do silêncio


Não há silêncio bastante
Para o meu silêncio.
Nas prisões e nos conventos
Nas igrejas e na noite
Não há silêncio bastante
Para o meu silêncio

Os amantes no quarto.
Os ratos no muro.
A menina
Nos longos corredores do colégio.
Todos os cães perdidos
Pelos quais tenho sofrido:
O meu silêncio é maior
Que toda solidão
E que todo silêncio
(Hilda Hilst)