11 de janeiro de 2007

"NÓS"


Passamos a usar cada vez com mais freqüência o pronome “nós”. É uma palavra estranha. “Amanhã eu vou fazer isso ou aquilo”, a gente diz normalmente. Ou pergunta a outra pessoa, a “você”, por exemplo, o que vai fazer. Isso não é difícil de entender. Mas de repente “nós” passa a ser a coisa mais óbvia do mundo. “ Nós vamos de balsa a Langoyene para nadar?” – “Ou vamos ficar lendo em casa?” – “Nós gostamos da peça de teatro?” “ – E então, um dia: “Nós somos felizes”.


Ao empregar o pronome “nós”, a gente estabelece uma conexão entre duas pessoas com uma ação comum e quase faz com que elas se transformem em uma só. Muitas línguas têm um pronome especial para se referir a apesas duas pessoas. Esse pronome se chama dual, e designa as coisas que não aos pares. Eu acho isso importante, pois ás vezes a gente não é nem uma pessoa e nem muitas. A gente é “nós dois”, e é como se os “nós dois” fosse inseparável. São fabulosas as regras que passam a vigorar quando esse pronome é subitamente introduzido, quase como por um passe de mágica: “ Agora vamos cozinhar”. – “Agora vamos abrir uma garrafa de vinho.”- “Agora vamos dormir.” Não chega a ser absurdo falar assim?

Jostein Gaarder, em “A Garota das Laranjas."

E eu digo ao Max, e agora VAMOS viajar?

Sim, sim. E apesar de todos os desesperos presentes, compromissos marcados... nessa madrugada se inicia a NOSSA viagem de férias! :)

30 de dezembro de 2006

2007


Ano novo, vida nova é demodê! Muita coisa continua antiga, antiga e com aquele cheiro de roupa guardada num baú que nem existe. Nem quero pensar em listinhas, prometo isso, prometo aquilo, e outros blá blá blás. Hê, difícil largar disso, por isso, eu quero me embebedar no mestrado, estudar muito. Pra depois continuar estudando (no gerúndio mesmo)- e depois: curso de fotografia, terapia, México em Julho, ui ui. Tem muito, muito mais. Uma vida no estilo estiloso de Amélie Poulain. Colorido, e com um fabuloso destino. E que muitas das coisas boas desse ano de 2006 fiquem conservadas. A vida anda tão resumida mas também tão feliz.



Um 2007 feliz, colorido, aconchegante, doce e autêntico.

17 de dezembro de 2006

Um brinde ao nosso amor,
e a irresistível segunda chance!
:)

6 de dezembro de 2006

Tropecei com Arnaldo hoje na UnB.
Alguém sussurrou " -Olha o Ronaldo"
E eu pensei "- Que Ronaldo?" E completei "-gaúcho?". Aí eu vi que tinha entendido errado.
Aí logo vem o Arnaldo rodeado de seres humanos do sexo feminino, e (lógico) me olhando com a cara "-ué, não me conhece?"
E eu olhando com aquela cara "-vem cá, eu te conheço?"
-Eu protesto- Arnaldo Antunes com show caro- pra universitário. Por isso eu nem vou e também não quero autógrafo! hum, hum Não adianta insistir! :)
hrum!

ui ui

30 de novembro de 2006

Meu reino

"Atrás da porta
Guardo os meus sapatos
Na gaveta do armário
Coloco minhas roupas
Na estante da sala
Vejo muitos livros
minha casa é meu reino"
(Biquine Cavadão)

De volta ao meu reino antecipadamente, por tantos motivos, por tantas desculpas, aliás, sem tantas desculpas assim. Tenho todos os motivos do mundo pra gostar desse reino. A começar pelas pessoas- minha mãezona com seus "causos" variadíssimos com direito a caras e bocas- papi com sua doçura e café inegualáveis. Rachel derretida, gripada, fanhosa e sempre com os presentinhos mais lindos- e o melhor é a sua disponibilidade (êba, hoje ela vem dormir aqui em casa). O Henrique se equilibra entre a ausência e o carinhoso. É por isso que eu tenho tanta saudade. Claro, meu grande motivo, meu grande amor, meu colinho- Max. Mas até que a Saudade cabe bem, muito bem à cor do nosso relacionamento.
Minha cama gigaaaaaaaaaante, bem diferente da do "orfanato" (como diria tia Karina). Meus outros grandes motivos: vovó Rita doentinha, aniversário da vovó Fia.

E são mais três dias fora do quadrado. :)
É cíclico. de tempos em tempos, eu abandono isso aqui. E de tempos em tempos, eu volto.

26 de novembro de 2006


Dorzinha de cabeça, saudade, apresentação de trabalho, saudade, sono, saudade, cansaço, saudade. Overdose de internet. Saudade.





Meu maior plano a curtíssimo prazo.

12 de novembro de 2006

Normalmente a gente acaba por fazer as coisas por ordem de prioridade, escolhas e outros blá blá blás. Cansada, com olheiras, doida pelas férias, reveillón, ano novo, por definições hoje- bem no esquema aqui e agora. Minha cabeça tá doendo, preciso voltar pra Brasília, trabalhos por fazer, e outros blá blá blás. Só reclamações e um sono que não passa.

" Besta é tu, besta é tu, besta é tu, besta é tu, besta é tu, besta é tu.
Não viver nesse mundo, se não há outro mundo.
(Por que não viver?)
Não viver nesse mundo.
(Porque não viver?)
Se não há outro mundo.
(Por que não viver?)
Não viver outro mundo.
Besta é tu, besta é tu, besta é tu, besta é tu, besta é tu, besta é tu.
Não viver nesse mundo, se não há outro mundo.
(Por que não viver?)
Não viver nesse mundo.
(Porque não viver?)
Se não há outro mundo.
(Por que não viver?)
Não viver outro mundo.
E pra ter outro mundo, é preci-necessário viver. Viver contanto em qualquer coisa."